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sexta-feira, 29 de março de 2013

Senhor do tempo

Não, não vim aqui prestar uma homenagem ao Chorão. É só um título que coincidentemente lembra uma música dele. :]

Prometo ser curta e breve dessa vez...

Quantas vezes você já viu posts dizendo: "esqueça o passado, ele já passou! Viva o presente para que o seu futuro seja o melhor!" ou "Inspire-se no seu ontem ao realizar suas ações de hoje para que colha bons frutos amanhã" ou até mesmo aquela do Kung-fu panda "O ontem é história, o amanhã é um mistério, mas o hoje é uma dádiva. É por isso que se chama presente."? Parece que o homo sapiens tem medo de seu passado, e minha teoria para esta acusação é de que, eles levam a sério demais aquela história de "adquirir experiência" e acaba "acumulando bagagem" demais, e nisso prefere acreditar na seguinte tirinha:
(Não tenho nada contra o Snoopy, foi somente um exemplo, por favor ..)

"Nos embalos de sábado à noite" eles descobrem que focinho de porco não é tomada, e se resguardam demais para futuras situações de suas vidas, achando que será a mesma coisa, quando na verdade, quem pode decidir se vai ser a mesma coisa ou não são eles mesmos, PORÉM, são tão dogmáticos que preferem ficar a mercê de suas lástimas e queixamentos e fazer posts em seus perfis nas redes sociais se queixando de que "não existem mais os homens de antigamente, são todos galinhas" ou "e essas meninas achando que são mulheres?" e blablablablabla

Não vejo necessidade disso, sério mesmo ... É SÉRIO, SE VOCÊ COSTUMA FAZER ISSO, PARE A-G-O-R-A!

Um importante doutrinador do mundo jurídico constatou uma vez que não existe o chamado "presente". Tudo que existe é o passado e o futuro. Não acredita? Nesse presente momento você se encontra lendo esse esquisito post nesse estranho blog criado por uma pessoa que provavelmente não tem vida social, para criar um post no feriado... esse instante já se tornou passado. E de novo, viu só? E de novo, e de novo, e de novo .. Não adianta voltar e ler tudo de novo, porque a primeira vez já se tornou passado e a segunda vez também será, assim que esse post terminar, ou mesmo, a cada pausa que você faz como foi ensinado na escola (digo as pausas referente as vírgulas, por favor jovem) ...

Então inspiresse no seu passado para que seu futuro seja promissor... Tenha em mente que "presente" é algo que você recebe de alguém que tem um certo afeto por ti.

Não consegui ser curta e breve. Trágico.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Elefante na sala

E hoje, como não poderia deixar de ser, decidi prestar uma homenagem ao meu escritor preferido, Luís Fernando Veríssimo.
Em meio a tantos artigos produzidos, livros publicados e frases que circulam na internet que são (ou não) de sua autoria (devido alguns autores anônimos que, por vergonha ou medo da opinião dos leitores utilizam-se de seu nome), escolhi um publicado no dia 7 de março no site do Estadão, pois aborda de maneira sorrateira e irônica sobre a como decidimos ignorar os problemas, de como a mídia tenta de diversas maneiras encobrir de todas as maneiras assuntos de suma importância para a sociedade e de eles conseguem transformar um simples fato (que talvez não seja lá de todo um "cotidiano") em sensacionalismo.

Elefante na sala
Luis Fernando Veríssimo - O Estado de S.Paulo

A única maneira de conviver com um elefante na sala é fingir que ele não está ali. Ignorá-lo. Se algum visitante desavisado perguntar o que um elefante está fazendo na sua sala, a resposta padrão deve ser "Que elefante?". No Brasil nos acostumamos a conviver com elefantes na sala. Exemplo: só quase 30 anos depois do fim do período de exceção inaugurado em 1964 uma comissão começa a procurar a verdade sobre o que realmente aconteceu durante o período. Por quase 30 anos este elefante específico não mereceu atenção e viveu entre nós como um parente apenas vagamente incômodo. A tal comissão não vai punir, antes tarde do que nunca, os desmandos da época. Os criminosos de então estão anistiados, mesmo identificados não sofrerão castigo ou sequer reprimendas da sua própria corporação. Mas pelo menos o elefante está sendo reconhecido. E citado.

Outros elefantes continuam ignorados, e continuam na sala. Hoje não há nenhuma dúvida de que o cigarro mata e o fumo é a principal causa do câncer no Brasil e no mundo. No caso do Brasil só o volume de impostos que a indústria do fumo paga ao governo explica que não haja um combate mais aberto e decisivo ao vício assassino. Em alguns casos a indústria tem até vantagens fiscais. Já o volume de impostos não pagos pelas religiões organizadas explica a proliferação de Igrejas e seitas no País e a presença de pastores evangélicos brasileiros nas listas dos mais ricos do mundo. Mas a isenção dada ao negócio da religião é um dos assuntos intocáveis do País, um elefante enorme cuja presença na sala nem a imprensa nem ninguém se anima a reconhecer. 

Potência. Contam que o Stalin, avisado de que determinada decisão iria desagradar ao Vaticano, teria perguntado "E quantas divisões tem o papa?". Descontando-se a Guarda Suíça, que só existe para fins decorativos, o papa, como se sabe, não tem tropas. Mas o Stalin se espantaria com a demonstração de poder do Vaticano dada pela cobertura da renúncia do papa e das especulações sobre o seu sucessor. Páginas e páginas de jornal, horas e horas de televisão - um triunfo de potência desarmada. A União Soviética tinha as divisões. Não tinha as relações públicas da Igreja. 

domingo, 24 de março de 2013

Perda das Palavras

Alguns amigos após visualizarem uma de minhas postagens me questionaram por não ter dado a minha opinião sobre o assunto abordado. E a verdade é que eu não encontrei verbetes suficientes para que conseguisse me expressar, por isso ficou naquela coisa "meia boca" ou, uma opinião suplérfua sobre o assunto. Até agora. Estive dando uma olhada nos posts de um professor, e, utilizando-me de suas palavras, publico aqui a opinião sobre a "perda das palavras" :

BABEL ou,
A PERDA DAS LETRAS

(...)
De tanto chamares a todos – e qualquer um - de amigo, não terás condição nem discernimento para acolher o amigo, quando ele se manifestar e, assim, não saberás mais quem é o amigo, o colega, o estranho e o transeunte -aquele a quem deves dedicar o afeto e estes, aos quais deves dedicar o direito;

De tanto chamares a todos – e qualquer um – de amor, não saberás quem é o teu amor quando ele acontecer diante dos teus olhos e, destarte, ele passará e, por isso mesmo, não saberás discernir entre o amor e o vento, porque o amor não vem nas nuvens, nem por entre páginas que se perdem, mas da experiência e da morada;

De tanto chamares a todos – e qualquer um – de companheiro, não poderás saber quem é o companheiro e, assim, não poderás desfrutar nem compartilhar teu pão com o companheiro, ao teu lado e à tua mesa, porque nas mãos do companheiro está o pão sem mácula nem vergonha, sem traição nem leviandade;

O amigo e o companheiro são construções cotidianas que impõem, de início, um discernimento morfológico e um cuidado semântico! O amor é a experiência total da liberdade e dos sentidos plenos; é o híbrido movimento e tensão entre um verbo e um substantivo na integridade dos seres. E há o outro e o transeunte e, também, a quem se compra – e se mantém - por qualquer moeda!

Então, volte ao étimo e às experiências minimais. Não procures pelas frases, porque elas são como um lixo espacial, mas, caminhe pelas letras iniciais e transite, assim, com tranqüilidade, para saberes o que são letras escuras e claras – volte ao urro e aos gemidos desérticos das primeiras expressões, porque elas formarão a tua alegria e a tua tristeza.
(...)

© Pietro Nardella Dellova, in “A Palavra Como Construção do Sagrado”, PUCSP, 1998.
Não pensem que é o famoso "puxasaquismo" para conseguir uma boa nota no fim do semestre, até porque, eu nem tenho mais aulas com esse professor.. Porém, acho magnífico o jeito como ele consegue se expressar em qualquer que seja o assunto!
Se tiver um tempinho e até mesmo uma pitada de curiosidade, dê uma olhada no blog dele clicando aqui .

 

quinta-feira, 21 de março de 2013

SORRIA! Você está englobado!

Já reparou que a grande maioria usuária de qualquer que seja a rede social é sempre muito feliz, muito forte, muito romântico, muito estressadinho, muito poeta, muito barraqueiro, muito carismático, muito cheio de mimimi's, muito ... "muito"?

Temos sempre que estar bem emocional, físico e psicologicamente bem para conviver nas ruelas internetais?

Como explicar tal script programado-não-intencionalmente pelos englobados ciberneticamente?

(quero deixar registrado aqui que esse foi o tema mais complicado para ser abordado até então)

Tem-se lá diversas teorias de grandes filósofos, doutrinadores, sociólogos e outros profissionais fissurados nesta área, mas, acredito que parando para pensar cinco minutos no assunto (coisa que eu fiz) você consegue desenvolver uma tese digna de um Prêmio Pulitzer - 2013.

Sem mais delongas...

Estamos em tempos loucos. O mundo está um verdadeiro caos. E tudo graças ao sistema capitalista. Loucura minha pensar assim? Acompanhe e depois xingue o quanto quiser nos comentários:
Nesta busca incessante pelo melhor não nos damos conta de que estamos deixando de viver momentos em nossas vidas que, hoje soam fúteis, mas amanhã você se dará conta de que isso faz uma enorme falta na sua vida.. Um grande exemplo disso é a nossa infância. Qual a maior diferença notada entre as crianças de hoje, e nós, crianças de ontem? Quer ver uma diferença maior ainda? Compare nós, crianças de ontem com nossos pais, as crianças de antes de ontem que não tiveram a maravilhosa sensação de lidar com um "nintendinho", que, ao invés disso, tiveram as brincadeiras de roda, peão, bambolês e etc. Tudo está tão informatizado, tão tecnológico, tão avançado que não nos damos conta de que esses aparelhos estão substituindo (temporariamente falando) a graça de ser quem você deveria ser naquele determinado momento, naquela determinada época... Lembro-me que até meus 12, 13 anos costumava sair na rua para brincar com as outras crianças da minha idade. Hoje em dia é raríssimo você ver uma cena dessa .. e porque? Essas crianças que deveriam estar interagindo uma com as outras nas ruas, parque, e/ou pracinhas estão online interagindo entre si via jogos, redes sociais, ou qualquer que seja os outros meios desconhecidos por esta que vos fala. Daí chegamos na adolescência e vem aquele emaranhado de experiências tais como primeiro beijo, primeira(o) namorada(o), primeira relação sexual, primeiro pêlo no corpo e por ai vai a lista (quase) infinita.. aonde está o erro nisso? Em lugar nenhum, a não ser, é claro, se você deixar de vivenciar tudo isso para se preparar para um mundão denominado "pague suas próprias contas e vá morar sozinho!".. Não tenho nada contra em relação a querer se preparar para o futuro profissional, eu só não acho certo se preparar ao extremo e esquecer de que é apenas um adolescente e não viver esse período de descobertas incrivelmente traumáticas e filosofadoras! Esses jovens estudantes passam boa parte de seu tempo dedicando-se aos seus objetivos profissionais e só utiliza-se das redes sociais para interagir com os amigos, familiares .. E quando essa fase de estudos e perrengues na vida deste pobre e sofrido adolescente acaba, tudo que lhe resta é apostar todas as suas fichas na sua promissora carreira (seja ela qual for), daí ele alcança seus objetivos e decide formar uma família .. até ai tudo bem .. porém, ele é uma pessoa muito importante em seu ambiente de trabalho e passa a maior parte do teu dia se comunicando com as pessoas via internet, sms, ligações e tantos outros meios conhecidos (e desconhecidos) por nós, loucos humanos por tecnologia.. Ele resolve ter filhos, porém não conseguirá curtir a vida ao lado da família, por sempre estar se preocupando com seu ambiente de trabalho e o bem-estar financeiro da família ..

E, para que ninguém sinta pena dessa criança que não convive entre os coleguinhas, do adolescente que está sem tempo para curtir essa fase magnífica e do adulto que publica fotos da família reunida com todos sorrindo eles fazem posts demonstrando que está tudo bem, que não tem nada de errado acontecendo com eles..

E eu vos pergunto: vale mesmo a pena tudo isso ?

quarta-feira, 20 de março de 2013

"Meus amigos e minhas amigas..."

Falar da importância de ter o apoio de pessoas para o âmbito emocional da sua vida é a mesma coisa que dizer : "Mãe, amamente seu filho até os 2 anos de idade, e blablabla".
Acredito que muitas pessoas se enganam ao crer que um determinado grupo de pessoas ou até mesmo uma única pessoa é capaz de te compreender de tal maneira a ponto de poder te levantar nos momentos mais perversos de cada etapa da vida, porém, visando desta maneira é que conseguimos nos enganar, e, até mesmo desacreditar que um dia aquela música que diz "é se dar sem esperar, nada em troca dessa união, é ter alguém pra contar, na indecisão♪♫" fará algum sentido em nossas vidas.

PORQUE AS PESSOAS PENSAM ASSIM ?
Veremos:

Acredito que depositamos nossa confiança naqueles que passam a maior parte de nosso tempo conosco, até porque, aquele indivíduo está ali do teu lado, e está acompanhando tudo o que acontece contigo, logo, para futuras discussões sobre "que decisão tomar?" ou "devo ir de all star ou um sapatênis hoje?" ou até mesmo "me dá um trident ai parceiro?" sejam as mais simplificadas possíveis. E é partindo desse pressuposto que começamos a nossa discussão...
 REALMENTE todos aqueles que passam um determinado tempo com você, merece saber de T-U-D-O o que acontece? Será mesmo que ela, essa pessoa que você "mal conhece mas considera pakas" será digna de saber de suas picuinhas?
As vezes, por mais bobo que pareça ser o pensamento, as pessoas o ignoram .. não é porque aquele abençoado por JAH/BUDA/LUAR/SOL/ESTRELAS surgiu na tua vida, assim, de repente e tenha alguns aspectos e pontos de vista parecidos com o teu que ele mereça saber do teu histórico de vida, porque, hoje ela te chama de amigo/brother/parceiro/truta/chegado/amigão/irmão , mas amanhã ela ficará chateada com alguma atitude tua e contará nada mais nada menos que o teu pior segredo para a pessoa que mais te odeia no mundo .. calma, porque ele pode fazer coisa pior ! Por exemplo, ele pode fazer algo que você odiaria que fizessem contigo .. não tem um exemplo muito específico, afinal de contas, somos todos "de lua", um bando de estranhos que mal se entendem pessoalmente, quem dirá em redes sociais ...
Não tenho um conselho específico para dar nesse tipo de assunto, pois, o que pode ser bom para mim, pode ser ruim para você, mas, já me metendo na vida alheia ... : procure saber o que aquela pessoa que anda contigo faz, com quem ela fala, quais são os ideais dela, se ela pretende ter um futuro bom ( e trabalhar arduamente para que esse futuro um dia torne-se presente) .. não se importe com a religião, até porque, a pessoa pode ser a melhor do mundo em diversos aspectos e não crer em nada do tipo! (Sim, existem pessoas assim, e não, não são do capeta).
Não espere que algum agravante aconteça em sua vida para que "os verdadeiros" se identifiquem. Busque-os agora e pare de perder seu tempo depois fazendo postagens do tipo "faça um churrasco e aparecerão vários. Tenha um problema e surgirão os poucos/aliados/verdadeiros/de fé" e blablabla; afaste aquilo que te faz mal e "siga bem caminhoneiro".